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Os componentes normalizados podem ajudar a superar a escassez de competências da indústria

Os engenheiros estão atualmente a ser desafiados com os rápidos avanços da tecnologia e os processos e métodos antigos em mudança, resultando num aumento do défice de competências. O presidente da norelem ACADEMY e formador de produto, Martin Ahner, discute como os componentes normalizados podem ajudar a colmatar esse défice.

Os componentes normalizados podem ajudar a superar a escassez de competências da indústria

A indústria de fabrico atravessa atualmente um período de revolução, sendo que muitos sistemas existentes necessitam de ser reformulados ou renovados devido à Indústria 4.0 e à IIoT (Internet Industrial das coisas). Com esta revolução, é imperativo encontrar uma solução para colmatar os défices de competências. Caso contrário, os fabricantes podem ver-se ultrapassados, não existindo trabalho suficiente para todos.

Um relatório do The Manufacturing Institute and Deloitte do ano passado constatou que será necessário preencher 4,6 milhões de postos de trabalho no setor ao longo da próxima década e 2,4 milhões de postos de emprego poderão ficar por preencher entre os anos 2018-2028 devido à falta de funcionários qualificados.

O défice de competências na indústria de fabrico não é uma novidade, principalmente nos últimos anos. Trabalhar numa área nova em que é necessário adquirir novos conhecimentos é um desafio para qualquer engenheiro. Devido à existente escassez de funcionários qualificados, as empresas devem qualificar internamente os seus funcionários de forma a adquirirem novas competências para a nova tecnologia.

Existirá um défice de competências à medida que a tecnologia evolui?
Não espanta que a tecnologia utilizada no fabrico esteja em constante mudança para poder acompanhar as exigências da indústria. As máquinas estão cada vez mais inteligentes e trabalham cada vez mais em rede umas com as outras de forma a passarem determinadas informações que permitem gerar um excelente fluxo de trabalho.

À medida que a tecnologia evolui, os engenheiros que se qualificaram há já alguns anos poderão sentir-se desencorajados. O entendimento destas novas competências também poderá demorar mais tempo se o utilizador ainda não estiver habituado a trabalhar com tecnologia moderna. Equipamento como máquinas de escrita de código, robótica e análise de dados poderá parecer um autêntico quebra-cabeças.

Embora possa parecer que existe uma divisão entre os engenheiros com mais experiência e os engenheiros mais novos que estão a começar a sua carreira agora, o que se passa é exatamente o oposto. A experiência no fabrico é um fator pretendido e, embora o conhecimento de todo o equipamento moderno possa ser um bónus, os engenheiros mais novos podem ter dificuldades com as noções básicas de engenharia e fabrico.


Os componentes normalizados podem ajudar a superar a escassez de competências da indústria

Posto isto, como podemos ajudar a colmatar esse défice? Fabricantes como a norelem deram um passo nesta direção com o seu portfólio de produtos inteligente, que mostra como as novas tecnologias afetaram os novos componentes normalizados.

Como os componentes normalizados podem ajudar a colmatar esse défice?

Colmatar o défice de competências não é algo que uma pessoa ou uma empresa possa fazer de forma independente. Este processo exige um esforço coletivo para resolver este problema da indústria em geral.

Uma solução é a utilização de componentes normalizados. Os componentes normalizados mecânicos não requerem um grande conhecimento especializado desde o início - estes podem ser facilmente operados com conhecimento básico, o que pode ser útil para os profissionais jovens que estão no início da sua carreira profissional.

Porém, são as pequenas complexidades que podem marcar a diferença para um fluxo de trabalho eficiente. Por exemplo, saber que ferramenta de posicionamento é melhor para a tarefa, como montar componentes normalizados em conjunto e de que material deve ser feito o componente para reduzir o tempo de manutenção.

Haverá sempre lugar para os componentes normalizados, pelo que, ao saber como utilizar estes componentes, os engenheiros podem aumentar as suas competências e selecionar os componentes certos para as aplicações certas. Podem até continuar a transferir este conhecimento para criar máquinas ou linhas de produção totalmente automatizadas.

A utilização de componentes normalizados, quer para maquinaria nova ou antiga, pode reduzir os tempos de aquisição de novas ferramentas, alterações de ferramentas ou mesmo o tempo para trocar peças para maquinagem ou fabrico. Isto reduz o tempo e melhora a produtividade, prolonga a vida útil da maquinaria e reduz o tempo de inatividade.

Revelar o potencial e requalificar as futuras gerações

Naturalmente, a formação é essencial para aprender como utilizar os componentes de forma eficaz, coisa que nem todas as empresas conseguem assumir através de meios internos.

Por exemplo, a norelem patrocinou recentemente uma equipa de engenheiros estudantes na HTL Rennweg com alguns componentes normalizados para ajudá-los no seu projeto, o Visual Drive. O projeto Visual Drive descreve um acessório universal para cadeiras de rodas normais, no qual o utilizador pode escolher entre dois modos de condução. A cadeira de rodas pode ser utilizada manualmente ou pode ser conduzida com a ajuda de um acionamento elétrico.


Os componentes normalizados podem ajudar a superar a escassez de competências da indústria

Ao fornecer a este projeto parafusos, arruelas, uniões, êmbolos de indexação e porcas normalizados, a norelem permitiu à equipa desenvolver ainda mais o seu projeto sem ser necessário peças personalizadas ou formação em competências especializadas.

Os êmbolos de indexação conferiram velocidade e eficiência à cadeira de rodas e garantiram a fiabilidade da proteção e segurança dos componentes durante o funcionamento, resultando no componente ideal para prender as alavancas da cadeira de rodas em determinadas posições.


Os componentes normalizados podem ajudar a superar a escassez de competências da indústria

A utilização de uniões neste projeto permitiu que as embraiagens servissem como transmissão de binário do eixo da engrenagem para a roda de fricção, permitindo que a velocidade do motor fosse alterada com facilidade.

O apoio à geração mais nova para desenvolver novas competências e conhecimentos também é crucial para começar a colmatar o défice de competências. Conhecendo a importância disto, a norelem ACADEMY apoiou a Equipa InVentus da Universidade de Estugarda e doou alguns componentes normalizados ao seu projeto de automação.

A norelem doou vários componentes como engrenagens cónicas, pinos, rolamentos de esfera, pinos cilíndricos, discos de aperto e placas de ângulo, com o objetivo de fornecer componentes que podem ser utilizados universalmente e que são fáceis de integrar na maquinaria.

A equipa InVentus da Universidade de Estugarda desenvolveu um veículo que pode conduzir diretamente contra o vento, acionado apenas pela energia eólica com a ajuda de componentes normalizados.


Os componentes normalizados podem ajudar a superar a escassez de competências da indústria

A escolha dos componentes normalizados
Existem várias formas de selecionar componentes normalizados adequados. Porém, só a ideia de preferir componentes normalizados para um componente de produção é o primeiro passo para criar um design económico de êxito.

Mantenha-se a par das últimas tendências e inovações que o podem ajudar a considerar os fatores ao escolher componentes normalizados. Saber que componentes normalizados estão atualmente fora do mercado irá ajudar a tomar essa decisão.

Além disso, falar com fabricantes experientes e inovadores que estão atualmente a produzir componentes normalizados pode ser um passo na direção certa. Quer isto seja feito diretamente com os seus gestores de produto ou num encontro numa feira de negócios, todo o conhecimento que consiga adquirir sobre o que já foi produzido ira ajudá-lo a escolher os componentes normalizados.

Olhar para o futuro
A colmatação do défice de competências de fabrico é possível se todos trabalharmos em conjunto. A partilha de experiência e conhecimento com os colegas e empresas é o primeiro passo para a mudança positiva de que a indústria necessita.

Quando os engenheiros de design estão familiarizados com os componentes normalizados e o know-how básico do produto sobre componentes normalizados e mecânicos, estes podem integrar estes componentes no seu processo de design e, desta forma, trabalhar de forma muito mais económica.

O futuro de uma empresa reflete-se sempre na força inovadora dos seus produtos. Uma empresa só pode crescer e sobreviver no mercado se aceitar novas tendências e o desafio de estabelecer essas tendências..

Mas, mais importante ainda, é necessário ter em consideração o fator humano. Os funcionários, as equipas e os futuros talentos na indústria devem ter acesso a toda a formação e aconselhamento de que necessitam para evoluir.

A norelem ACADEMY fornece apoio técnico e componentes normalizados gratuitos aos estudantes para os seus projetos educativos, para que possam aprender como utilizar corretamente componentes normalizados e para que se possam familiarizar com a seleção correta do componente logo no início do seu processo de design.

Para obter mais informações, visite: www.norelem-academy.com


Os componentes normalizados podem ajudar a superar a escassez de competências da indústria

Sobre Martin Ahner
Martin Ahner é o Presidente da norelem ACADEMY, que fornece áreas de formação, workshops, palestras e a promoção de jovens talentos.
Licenciado em engenharia mecânica, Martin encontra-se na norelem há quase cinco anos e pode ser visto com frequência nas feiras e exposições de negócios internacionais a estabelecer contacto com profissionais e engenheiros da indústria. Quando não está em viagem, Martin está na norelem ACADEMY.

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